quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inocentes de Belford Roxo levara Mamonas Assassinas para a Sapucaí

A Inocentes de Belford Roxo já começou a trabalhar em seu enredo para 2011: a história do grupo Mamonas Assassinas. Uma comitiva da escola de samba, vice-campeã do Grupo de Acesso A, no Carnaval de 2010, foi a São Paulo assistir ao filme “Manomas Para Sempre”, que registra o fenômeno surgido musical em Guarulhos e que está sendo exibido no festival In-Edit Brasil (Festival Internacional de Documentário Musical).
O carnavalesco Cristiano Bara e o diretor de carnaval Marcelo Varanda firmaram parceria com o produtor do documentário, Cláudio Kahns, para planejar o enredo da agremiação para o Carnaval de 2011.
Claúdio Kahns é um produtor brasileiro consagrado, premiado no festival de Gramado em 1984, com o filme Marvada Carne. Durante o encontro, ele assumiu um compromisso de ajudar na pesquisa e execução do enredo sobre a banda de Guarulhos, que terminou de forma trágica, após um acidente de avião em 1996.
Segundo o carnavalesco Cristiano Bara, a irreverência e a alegria serão a mola mestra do enredo. Mas terá também muito luxo e criatividade.
- Fiquei admirado quando vi o auditório com pessoas de várias faixas etárias rindo, aplaudindo e se emocionando com o filme. O carisma dos Mamonas Assassinas permanece até hoje e vai dar samba, no sábado de Carnaval, na Avenida Marquês de Sapucaí.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Debate: História cultural da música popular no Brasil

História & Música – história cultural da música popular, Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005, de Marcos Napolitano, será o centro do debate no próximo dia 28 de abril, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
A música tem sido no Brasil a intérprete de dilemas nacionais e veículo de utopias sociais. Para completar, ela conseguiu, ao menos nos últimos quarenta anos, atingir um grau de reconhecimento cultural que encontra poucos paralelos no mundo ocidental. O Brasil é, sem dúvida, uma das grandes usinas sonoras do planeta e um lugar privilegiado não apenas para ouvir música, mas também para pensar a música.
O desafio básico de todo pesquisador que se propõe a pensar a música popular, do crítico mais ranzinza até o mais indulgente “fã-pesquisador”, é sistematizar uma abordagem que faça jus a estas duas facetas da experiência musical. Este é um dos objetivos desse trabalho. A música, sobretudo a chamada “música popular”, ocupa o lugar das mediações, fusões, encontros de diversas etnias, classes e regiões que formam o nosso grande mosaico nacional.
A abordagem do livro não é disciplinar, no sentido de enfocar o tema a partir do campo historiográfico, única e tão somente. A música, e os próprios musicólogos o reconhecem, torna-se tanto mais compreensível quanto mais forem os focos de luz sobre ela. Focos que devem ter origem em várias Ciências Humanas, como a sociologia, a antropologia, a crítica literária, a comunicação social, os estudos culturais como um todo. O livro em debate procura iniciar o jovem pesquisador neste campo de possibilidades.
Expositor
Marcos Napolitano
Doutor em História Social – USP
Professor de História – USP

Debatedores
Tânia da Costa Garcia
Doutorada e Pós-Doutorada em História – USP
Professora de História – UNESP/Campus de Franca

Dmitri Cerboncini Fernandes
Doutorando do Departamento de Sociologia - USP

Mediador
Oscar D´Ambrósio
Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo
Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP


PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 28 de abril de 2010 (quarta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 - http://www.cedem.unesp.br/

terça-feira, 23 de março de 2010

Breve história e um porque...

Um esclarecimento sobre a Ardidos, recentemente em um festa no Espaço Semente Cultural Popular Pimentas, um estudante da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), que fica nas proximidades, questionou-nos sobre o porque das palavras Acadêmicos e Escola relacionados ao Samba, chegando a afirmar que isto era uma maneira de elitísmo, ou de relacionar a agremiação Ardidos dos Pimentas à UNIFESP onde alguns integrantes estudam, esclarecemos que nem uma coisa nem outra era verdadeira, o fato é que são estes, símbolos da tradicional sátira da mais genuína malandragem carioca, berço das escolas de Samba e espelho para nós da Ardidos.
Os desfiles de "Escolas de Samba" tiveram origem no Rio de Janeiro; No bairro carioca do Estácio surgiu o "Deixa Falar" fundado em 1928 pelo grande Ismael Silva.
Márcio Cotrim, que lançou o livro "O pulo do gato" conta a história da origem do nome: "Escola porque ficava perto de uma escola pública do bairro e porque Ismael achava que seu grupo formaria professores do samba. O nome repetiu a frase de que ele tanto gostava: 'Deixa falar, nós também somos mestres. Somos uma escola de samba!"
Logo, estes termos empregados não representam um elitismo da Ardidos e sim nosso desejo de estar juntos com as pessoas de onde somos, de onde vivemos, estuamos ou trabalhamos, isto é no seio das camadas populares que antes de tudo sabem ser satíricas e bem humoradas.
Viva à Deixa Falar, viva ao carnaval viva à Gandaia! e sobretudo VIVA A ARDIDOS do PIMENTAS, a mais nova tradição do Carnaval!